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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Quando a mudança é transformadora

Nada pode ser mais forte do que servir a Cristo, nada pode ser capaz de mudar o que Deus reservou para cada um de nós. Mudanças podem acontecer, porém elas só serão fundamentais se vierem imbuídas de transformações interiores, noções subjetivas em nossa vida, nos apontando cada vez mais para os planos de Deus. A maneira como enxergamos o mundo em nossa volta importa muito para a forma como somos afetados como indivíduos, não sendo apenas um produto, ou uma peça neste motor que se chama mundo, apenas fazendo com que o sistema funcione, mas como filho de Deus que coexiste com Ele. Sendo geradores de vida, tendo sua visão de mundo e não um ensaio pré determinado de como deve ver o mundo. Deus nos fez a sua imagem conforme a sua semelhança, para que possamos nos comportar aqui como seu filho nos exemplificou, sendo Ele o Caminho, a Verdade e a Vida para isso. Como Cristo devemos quebrar protocolo se for necessário, e confrontar os erros do farisaísmo que apenas gerava repetidores e não pensadores. 

Como imagem de Deus somos livres, livres para não nos metermos novamente debaixo do jugo da servidão, para outra vez estarmos servindo a Deus com medo (Gálatas 5.1 e Romanos 8.15). Medo de questionar dogmas, interpretação de texto mal feita, heresias de tradições, costumes e etc.

Os grandes reformadores como Martinho Lutero na Alemanha, João Calvino em Genebra na Suíça, John Knox na Escócia, os Puritanos na Inglaterra e muitos outros como John Wesley, John Hus, Jonathan Edwards só revolucionaram os seus dias, porque não temeram pensar a partir das escrituras e não através das interpretações já prontas da igreja tradicional e seu clero.
Se esses homens temessem por sua vida e pela perseguição do clero, eles nunca ficariam para a história como reformadores.
"Mudar é complicado, mas acomodar é perecer" Cortella
Precisamos despertar uma geração de pensadores e não repetidores.
Vem comigo! Venha com a palavra diante de ti.

Pr. Neemias Fagundes

domingo, 15 de outubro de 2017

Esquizofrenia Socia

Vivemos numa época onde querem que os padres se casem e que os casados se divorciem.
Querem que os héteros tenham relacionamentos líquidos sem compromisso, mas que os gays se casem na Igreja.
Que as mulheres tenham corpos masculinizados e se vistam como homens e assumam papéis masculinos. Querem  que os homens se tornem "frágeis" e delicados e com trejeitos, como se fossem mulheres. Uma criança com apenas cinco ou  seis anos de vida já tem o direito de decidir se será homem ou mulher pelo resto da vida, mas um menor de dezoito anos, não pode responder pelos seus crimes.
Não há vagas para os doentes nos hospitais, mas há o incentivo e o patrocínio do SUS para quem quer fazer mudança de sexo.
Há acompanhamento psicológico gratuito para quem deseja deixar a heterossexualidade e viver a homossexualidade, mas não existe nenhum apoio deste mesmo SUS para quem deseja sair da homossexualidade e viver a sua heterossexualidade e se o tentarem fazer, é crime.
Ser à favor da família e religião é ditadura, mas urinar em cima dos crucifixos é liberdade de expressão.

Se isso não for o Fim dos Tempos, deve ser o ensaio...

Por Almir Favarin
Teologo e Psicanalista

sábado, 7 de outubro de 2017

Igrejas gaiolas ou asas?

Igrejas Gaiolas ou Asa?

“Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados” Efésios 4:1
Usando uma frase de Rubens Alves vou acrescentar apenas a palavra igreja no lugar de educação.
Há igrejas que são gaiolas e há igrejas que são asas.

Igrejas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.

Igrejas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Infelizmente existe uma igreja dentro da igreja, a igreja corpo de Cristo e a igreja instituição. Muitas vezes a igreja instituição esquece o seu papel no Reino de Deus e se comporta como gaiola, criando cercas nas relações pessoais, estabelecendo limites sem justificativas entre instituições. No âmbito espiritual aproveitam da ignorância dos fiéis para lhes impor mordaças em seus discursos, limitam suas falas, impõem seu autoritarismo cerceando a liberdade de expressão, com o propósito de manter seu domínio em sua relação de poder. Em nome de Deus, amaldiçoam quem discorda (como se tal maldição funcionasse) e geram pressão psicológica. E o público em sua maioria por não conhecer a verdade que liberta se mantem preso as crendices e monopólio que há muito tempo dominou durante a Idade Média muitas gerações que após muitas lutas e reflexões foram se libertando através do Monge Agostiniano Martinho Lutero na chamada Reforma Protestante e agora tentar renascer através das instituições evangélicas. Será que vamos precisar de uma nova Reforma¿
Igrejas asas não limitam mas incentivam o conhecimento, igrejas asas não prestam cultos a personalidade, mas exaltam a Cristo e o seu corpo em franco crescimento. Igreja asas não se preocupa se alguém cresce, se destaca e alça voo altaneiros, ela se alegra em ver cada membro despertando o dom de Deus que há nela.
Que igreja temos sido, gaiolas ou asas?

Pr. Neemias Fagundes

sábado, 26 de agosto de 2017

Sofre comigo

Ao ministrar ontem (25/08) em uma festividade de homens, cujo o tema foi elaborado em 2 Timóteo 2.3 "Sofre comigo como bom soldado" não pude deixar de falar que o tema escolhido, não combinava com a teoria atual do sofrimento. Hoje é mais forte a visão dos amigos de Jó no que diz respeito ao sofrimento como evidência de pecado. 

Não cai bem para muitos hoje, chamar alguém a fé cristã para sofrer. A teoria (pois não chamarei isso de teologia) atual massacra aos leigos, os de fé débil com este assunto a ponto de os tornarem oprimidos espiritual e sentimentalmente. Hoje se mede um ministério bem sucedido, pelo tanto que conquistou, acertou, empreendeu. Não se admite erros, fraquezas, insucesso. 

Lamento dizer que se Paulo, Pedro, Tiago, João, Jeremias, Micaias, Jesus o Cristo e muitos pais da igreja, estivessem atuando em nossos dias seriam taxados como fracassados ou reprovados em razão dos seus inúmeros sofrimentos.

Sofrer em razão da fé não combina com um ministério bem sucedido. Em razão disto muitos se camuflam diante dos púlpitos, buscando esconder o vale de sua alma. Homens e mulheres cheios de segredos que não podem ser expostos, pois isso comprometeriam sua agenda, seu nome, sua história. Em cima dos púlpitos ou vitrines gospel é fácil parecer espiritual, imponente. Basta uma "rajada" de línguas, umas dúzias de frases feitas, um louvor que exalta o ego humano e que prometem vitórias que tudo está resolvido.

Tudo se repete culto após culto, mesmos hinos, mesmas frases de efeitos, mesmos disfarces gospel, afinal não podemos queimar o nosso filme, pois são anos de trabalhos realizados, por que jogar tudo no ventilador agora?

Se forte na vitrine é fácil, pois ali estão os aplausos, fazer uma bela oração no microfone é maravilhoso, pois lá está quem vai acreditar que você é um "homem ou mulher de Deus" e você vai orar para ser ouvido pelos homens apenas e jamais por Deus.

Como é você no seu casamento? Teus filhos te reconhecem?

Pr. Neemias Fagundes

sexta-feira, 30 de junho de 2017

O que estamos comendo?

O que estamos pregando? Falamos de avivamento, basta olharmos para a igreja de hoje e vemos que muitos ainda não viveram de fato o verdadeiro avivamento . Avivamento é caótico, gera uma revolução, avivamento trás arrependimento e abandono do pecado. Avivamento leva a rasgar as vestes e vestir de saco e cinza. Avivamento não é sensualidade, glamour, popularidade, avivamento é ser nova criatura. Avivamento não é sinônimo de barulho, é levar a mão a boca e ficar em silêncio, pois estamos chocados com a revelação de Deus.

Pr. Neemias Fagundes

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Ele é Deus

Não o amamos pelo o que Ele faz, mas pelo que Ele É.

"Muitos querem o céu, desde que Deus não esteja lá." Leonard Ravenhill

Isso é uma dura realidade vivemos aqui como se Deus não existisse e pensamos no céu como um lugar melhor para se viver, porém não nos importamos de fato em sermos melhores para o céu que Deus nos preparou.
Desejamos mais o céu do que a Deus, e esquecemos que o céu só é céu porque Deus está lá. 
Nada faz sentido sem Ele, dinheiro, sucesso, honras, poder, fama ou o mundo ao seus pés. Tudo perde o sentido se Deus não está lá.


A vida só é vida vivida contigo Jesus.

De que adianta uma cama confortável sem o sono, uma mesa farta sem apetite, uma bela casa sem família e amigos leais e despretensiosos, "de que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma."
Eu quero o céu porque Deus está lá, quero a vida porque vivo para a excelência do meu Senhor. 

Nada faria sentido se tudo se resumisse, em nascer, crescer e morrer. Mas tudo faz mais sentido quando descobrimos de onde viemos, o que fazemos aqui e para onde vamos.
Quando descobrimos que a vida não termina na sepultura, aceitamos pela fé que nesta vida seremos forjados por Deus e preparado através do seu Santo Espírito, à sermos uma nova criatura, conforme a imagem de nosso Cristo. Tendo o seu amor derramado em nosso coração, viveremos para Ele e morreremos por Ele. Pois só assim fará sentido o que disse Paulo. "Nada nos separara do amor de Deus"
Não o amamos pelo o que Ele faz, mas pelo que Ele É.

Pr. Neemias Fagundes

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Marta ou Maria?

"E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa; E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude.
E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada." Lucas 10:38-42

Esta passagem tem sua importância como todos os outros textos bíblicos. Ela narra a vida de duas mulheres com atitudes diferentes diante de um momento especial.
A primeira é Marta, uma mulher proativa aquela que se antecipa, visualiza o problema antes de acontecer, aquele tipo de pessoa que falamos está preocupada (pré-ocupada) sempre com a vida. Aquela pessoa que não visualiza cada momento com uma outra perspectiva, que não consegue confiar a outro o que faz, que acha que o seu modo de fazer é o único correto, e que se ela não fizer ninguém irá fazer.
Sim Marta lembra muito eu você em alguns momentos de nossa caminhada, somos ansiosos, estressados, achamos que a unica coisa que importa é fazer, e nos sentimos improdutivos se tivermos que sentar para ouvir. Corremos para todos os lados, cantamos, pregamos, limpamos, consertamos, arrumamos, cozinhamos, lavamos, compramos, vendemos, negociamos ou seja somos útil e não queremos deixar de ser. Mas será que tudo isso é necessário? Será que toda essa correria não é um grito por atenção, ser visto, notado, reconhecido? Se todo este trabalho tiver algum fruto de louvor a Deus, por que reclamamos de quem não o faz? Se oramos falamos mal de quem não ora, se lemos a bíblia criticamos quem não lê, se vamos a monte censuramos que não vai, se fazemos algo que outro não faz nos sentimos no direito de criticá-lo. Será que o que fazemos de fato tem algum fruto de louvor e glória a Deus?
Tem gente que faz o que faz sem saber de fato porque o faz. São pessoas sem objetivo, sem alvo, tudo gira em torno de sua própria carência ou auto-suficiência. 
Não estou desqualificando Marta, ela tem sua virtude pois é hospitaleira, uma das características do verdadeiro cristão, mas ela não soube valorizar de fato o "momento". Jesus estava na sua casa e Ele estava falando, e nesta hora qualquer cristão que de fato conhece a Cristo, não irá perder este momento precioso para ouvi-lo. Jesus está ensinando a Marta que existe coisas mais importante do que ser uma pessoa ativa ou proativa, que chama atenção de todos pelo que faz ou como faz e Maria soube escolher a melhor parte em tudo isso que é ouvir Jesus.
Muitas vezes fazemos muito, trabalhamos muito e achamos que essa é a maneira mais eficaz de chamar atenção dEle para nós e quando percebemos que Ele não está dando bola para toda esta nossa dinâmica, ficamos frutados e começamos a reclamar os nossos valores com Ele.
Neste tempo em que as pessoas estão tão assoberbadas com a vida, o mundo dos negócio nos ensinou a dá presente quando não podemos dar atenção. Fazemos isso com os filhos, esposa, marido, amigos, pais e achamos útil, pois não podemos dar mais de si ao outro, mas podemos dar mais de si as coisas e aos nossos sonhos que se tornam pesadelos sem fim. O resultado de tudo isso é: pais frios, filhos indiferentes, casamento sem amor, vida improdutiva emocionalmente. Porque achamos que ter é mais importante do que ser, achamos que fazer é mais importante que aprender e que falar é mais importante que ouvir.
Quando foi que sinceramente você parou para ouvir sua esposa, marido, filhos, pais e etc?
 Há tempo para tudo, não seja uma Marta que está apenas preocupada em fazer bem, em atender bem, em falar bem e etc. Ouça a palavra de Deus e cuide da sua família, ouça o clamor de quem está mais perto de você todos os dias.
Jesus disse que Maria escolheu a melhor parte que não lhe será tirado. Sabe o que Ele quer dizer com isso? Ele quer dizer a você que se comporta como Marta, que outros virão e farão o que você faz e talvez melhor do que você faz e que não é tão difícil ser Marta, mas ser Maria é de valor inestimável, pois tudo que você investir no ouvir de Deus, nunca lhe será tirado. Lembre-se, a fé não vem de falar, a fé vem de ouvir e ouvir a Palavra de Deus. Rm.10.17

Em Cristo

Pr. Neemias Fagundes

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